O primeiro dispositivo da OpenAI não chegará aos clientes até ao final de fevereiro de 2027

A OpenAI apresentou o calendário mais concreto até à data para o seu aguardado dispositivo de hardware. Num documento entregue na segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, perante um tribunal, a empresa afirma que o seu “primeiro dispositivo de hardware” não será enviado aos clientes antes do final de fevereiro de 2027, segundo uma declaração juramentada de Peter Welinder, vice-presidente e general manager da companhia.

A referência surge no âmbito do litígio legal com a iyO sobre a utilização da designação “io”. A OpenAI já tinha antecipado publicamente que estava “no caminho” para revelar o primeiro dispositivo na segunda metade de 2026, como referiu Chris Lehane, Chief Global Affairs Officer da empresa, no World Economic Forum. O novo documento judicial distingue, porém, de forma clara entre “reveal” e disponibilidade comercial, empurrando o envio para, pelo menos, 2027.

Mudança de branding: OpenAI abdica de “io”

Segundo a Business Insider, na mesma apresentação judicial os advogados da OpenAI defendem que a empresa já não planeia utilizar o nome “io” para comercializar o hardware e que reavaliou o branding “à luz das marcas existentes da OpenAI”. Com esta mudança, argumentam que uma audiência de medidas cautelares prevista para abril de 2026 seria “desnecessária e impraticável”.

Este conflito já tinha tido consequências visíveis: após uma ordem temporária relacionada com a marca em 2025, a OpenAI removeu referências públicas à colaboração.

Um projeto de 6,5 mil milhões ainda envolto em secretismo

O dispositivo integra a aposta da empresa na entrada no hardware, após o anúncio da aquisição da io Products, ligada ao histórico designer da Apple, Jony Ive, numa operação avaliada em cerca de 6,5 mil milhões de dólares.

Apesar do interesse do mercado, não foram divulgados detalhes oficiais sobre o formato. A especulação tem oscilado entre auscultadores, wearables ou novos tipos de “companion devices”. A WIRED, ao analisar elementos do processo judicial, aponta para um possível dispositivo “sem ecrã” como complemento do telemóvel e do portátil, embora a OpenAI não tenha confirmado publicamente características concretas.

Em paralelo, durante o fim de semana circulou um vídeo que alegadamente “antecipava” o produto. A empresa classificou-o como “totalmente falso”, num contexto de fugas de informação e conteúdos apócrifos que continuam a alimentar a expectativa em torno do lançamento.

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