Unir para conquistar ou adaptar, para vencer?

Tiago Máximo

Nova Expressão

Nos dias que correm, falar em tendências encaminha qualquer conversa para temas como a criação de conteúdos, Retail Media, LLM’s, Inteligência Artificial, DOOH e GEO, o novo SEO. E diria que de facto, grande parte da evolução do mercado, seja através de agências, publishers ou marcas, estará dependente da capacidade de inovação e evolução para acompanhar estas mesmas tendências.

Muito já se escreveu sobre estes temas, sobre os prós e contras e as razões que fazem com que tenham sido apontados como tendências para 2025, e o seu crescimento durante este ano faz com que sejam certezas para 2026.

Mas em 2025, o principal foco, que se irá transpor para 2026, será o shift no muito conhecido “divide and conquer” para o que parece ser um novo, unir para conquistar. Isto analisando os movimentos mais recentes entre alguns dos maiores grupos de Media a nível Mundial.

As notícias mais recentes, avançam com o interesse da Havas numa participação minoritária na WPP, mas durante este ano o processo de aquisição da IPG pela Omnicom Media Group avançou para a sua fase final (que se prevê para o final deste mês de Novembro), bem como a possibilidade dos ativos internacionais da Dentsu, fora do Japão, poderem vir a ser algo que aquisição ou parcerias estratégias (entre elas, com a Havas).

E o que têm em comum a tecnologia e inovações que referi anteriormente com estas aquisições, fusões ou participações? Essa sim, a grande tendência do futuro, rapidez de adaptação. Adaptação às novas tecnologias e à constante inovação no mercado onde atuamos, para termos conhecimentos e capacidade de resposta às exigências das marcas e clientes, mas também adaptabilidade aos movimentos que acontecem no mercado e que vão trazer, naturalmente, novos desafios, mas também grandes oportunidades de new business.

2026 será por isso, mais um ano desafiante, mas também motivante. E quem se adaptar mais rápido e tiver melhor capacidade de resposta, vai estar na linha da frente para agarrar as oportunidades que o mercado se prepara para disponibilizar.

Por Tiago Máximo, Digital Media Manager na Nova Expressão