As agências independentes desafiam os grandes grupos com tecnologia, IA e AdTech

As agências independentes estão a encontrar na tecnologia um aliado decisivo para competir com as Big 6, os grandes grupos da indústria publicitária. De acordo com declarações recolhidas pelo Digiday, ao contrário destas grandes agências — que tendem a operar com plataformas fechadas e sistemas legados — muitas independentes estão a apostar em modelos tecnológicos abertos, capazes de se integrar com diferentes fornecedores e de se adaptarem rapidamente às mudanças do mercado. Esta flexibilidade revela-se particularmente relevante num contexto em que as tendências tecnológicas evoluem a um ritmo acelerado e nenhuma solução se assume como definitiva no longo prazo.

Uma das principais vantagens estruturais das agências independentes é o facto de não carregarem o peso de grandes infra-estruturas tecnológicas herdadas. Isso permite-lhes conceber os seus sistemas de raiz, privilegiando a personalização, a interoperabilidade e a eficiência operacional, em vez de ficarem condicionadas por investimentos passados. Esta arquitectura aberta facilita também uma adopção mais pragmática da inteligência artificial, sem dependência de um único modelo ou fornecedor. O objectivo é garantir que todo o processo funcione de forma integrada e sem fricções para os clientes, desde o pitch inicial até ao planeamento, execução das campanhas e medição de resultados.

Em paralelo, o acesso a tecnologia mais acessível — e, em alguns casos, gratuita — está a contribuir para equilibrar o jogo. Ferramentas suportadas por inteligência artificial permitem que agências de menor dimensão optimizem tarefas críticas sem necessidade de elevados investimentos em AdTech. Um exemplo desta tendência é o AdsCopilot, desenvolvido pela Knower Tech, um assistente de IA que actua em tempo real no browser das equipas de pequenas agências.

Esta abordagem começa já a traduzir-se em resultados concretos. Algumas agências independentes estão a registar um crescimento significativo no número de pitches junto de clientes de holding companies, reforçando a ideia de que a tecnologia se está a consolidar como um factor central de competitividade no sector.

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