Hyundai leva a robótica ao intervalo do Mundial com uma ativação protagonizada pelo robô Atlas

A Hyundai Motor Company deu mais um passo na sua estratégia de inovação ao protagonizar a primeira ativação impulsionada por robótica durante o intervalo de um jogo do Mundial FIFA 2026. A ação decorreu no encontro dos oitavos de final entre o Brasil e a Noruega, disputado no New York/New Jersey Stadium.

A ativação teve como protagonista o Atlas, o robô humanoide avançado desenvolvido pela Boston Dynamics, responsável por entregar a bola do jogo e realizar uma série de celebrações inspiradas em jogadores como o brasileiro Matheus Cunha e o norueguês Erling Haaland. A atuação combinou precisão técnica com movimentos concebidos para reproduzir gestos humanos facilmente reconhecíveis no universo do futebol.

Segundo a empresa, esta foi a primeira demonstração pública das capacidades de movimento do Atlas num contexto de jogo oficial, bem como a primeira integração de um robô humanoide diretamente associada ao Campeonato do Mundo. A Hyundai e a Boston Dynamics, a sua divisão de robótica, são ainda parceiras oficiais de robótica da competição, o que permitiu levar este tipo de ativação a um palco global com uma audiência de enorme dimensão.

A iniciativa integra a campanha global "Next Starts Now", através da qual a Hyundai pretende posicionar a inovação e o futuro do futebol como pilares centrais da sua comunicação. A marca está também a desenvolver outros projetos complementares, incluindo conteúdos digitais, experiências imersivas para os adeptos e programas de formação de jovens jogadores, todos enquadrados na mesma narrativa de inovação aplicada ao desporto.

Segundo a Hyundai, o objetivo não era apenas criar um momento de espetáculo, mas sim desenvolver uma ativação de elevado impacto, capaz de se destacar num contexto marcado pela elevada concorrência de conteúdos digitais e nas redes sociais. Nas palavras da empresa, a ação tinha de ser "tão real e presente que conseguisse romper o ruído", tornando-se numa demonstração visível de inovação à escala global.

O robô Atlas foi previamente treinado através de simulações, testes e sessões de treino, recorrendo a tecnologias como reinforcement learning (aprendizagem por reforço) e controlo corporal integral (full-body control). Embora receba instruções externas para iniciar as suas ações, o equilíbrio, a recuperação e a execução dos movimentos dependem dos seus próprios sistemas autónomos, o que lhe permitiu realizar toda a sequência num ambiente real de estádio.

Para além do Atlas, a empresa também colocou em operação outros sistemas robóticos, como o Spot, utilizados em tarefas de segurança e patrulhamento em alguns estádios durante o torneio, reforçando a presença da robótica para além da componente de entretenimento.

Com este projeto, a Hyundai procura reforçar a sua transformação de fabricante automóvel para empresa de mobilidade e tecnologia, integrando soluções robóticas em ativações reais durante grandes eventos desportivos. A empresa sublinha que estes sistemas não são pensados apenas para demonstrações de inovação, mas também para desempenhar funções práticas em ambientes complexos, como os estádios.

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