A guerra de protocolos do Agentic Commerce redefine o retalho

O Agentic Commerce já está a gerar conversas entre os grandes retalhistas. Os resultados do Q4 da Walmart já indicaram que o ticket médio dos utilizadores do seu assistente Sparky é 35% superior ao de quem não o utiliza. Por sua vez, a Amazon afirma que o seu assistente Rufus gerou 12.000 milhões de dólares em vendas incrementais na sua primeira temporada, segundo informou a AdExchanger. Para além dos dados, a mensagem é clara: os assistentes de compra impulsionados por IA, além de melhorarem a experiência, impactam diretamente o negócio.

O auge do agentic commerce também está a impulsionar alianças estratégicas. A Google e a Shopify lançaram o Universal Commerce Protocol (UCP), com o apoio de retalhistas como a Target e a Walmart, com o objetivo de o converter no padrão para compras via Agentic AI. Da mesma forma, meses antes, a OpenAI apresentou o Agentic Commerce Protocol, inicialmente apoiado pela PayPal e pela Stripe.

Embora estes protocolos compitam entre si para se tornarem a principal infraestrutura do Agentic Commerce, o verdadeiro adversário comum parece ser a Amazon, provavelmente o único player com capacidade para desenvolver um ecossistema próprio sem apoios externos. No entanto, as fronteiras não são tão rígidas: segundo o The Aisle, a Amazon e a OpenAI terão mantido conversas para integrar modelos da OpenAI nas recomendações de compra da Amazon.

Neste tabuleiro, os concorrentes tornam-se aliados circunstanciais e os standards tecnológicos passam a ser peças-chave de poder. O Agentic Commerce já não é apenas uma possibilidade, é um terreno estratégico onde tecnologia, dados e distribuição estão a redefinir o futuro do retalho digital.

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