A S4S Ventures lidera ronda de 10 milhões na Olyzon para impulsionar a IA agêntica em CTV

A Olyzon, empresa francesa de AdTech focada em publicidade em televisão conectada (CTV), fechou uma ronda Série A de 10 milhões de dólares liderada pela S4S Ventures, o veículo de investimento cofundado por Sir Martin Sorrell e Sanja Partalo. A operação contou também com a participação de investidores já presentes numa ronda anterior de 5 milhões de dólares, entre os quais a firma de private equity Eurazeo.

Lançada há apenas dois anos, a empresa pretende responder a um dos problemas mais persistentes do mercado de CTV: a fragmentação dos processos de compra, ativação e medição. Segundo a visão da Olyzon, embora a distribuição televisiva já tenha concluído grande parte da sua transformação digital, a tomada de decisão do lado dos compradores não evoluiu ao mesmo ritmo. O problema reside no facto de os compradores trabalharem com múltiplas plataformas, cada uma com os seus próprios sistemas de segmentação e medição. Além disso, muitos insights só chegam após o término das campanhas, o que limita a otimização durante a execução. Transformar essas aprendizagens em decisões para campanhas futuras continua, em muitos casos, a ser um processo manual.

A Olyzon posiciona-se como uma camada agêntica que opera sobre o fluxo de trabalho de CTV dos compradores. A sua tecnologia liga-se às diferentes plataformas de procura, plataformas de oferta, publishers e fornecedores de medição com os quais cada cliente trabalha. A partir daí, permite introduzir instruções em linguagem natural para descrever o tipo de inventário pretendido, seja com base num briefing ou numa audiência-alvo. Com essa informação, os agentes da Olyzon identificam inventário relevante e antecipam quais as opções com maior probabilidade de gerar melhores resultados. A plataforma consegue ainda adaptar a criatividade ao inventário selecionado, enviar as decisões para a tecnologia de execução já utilizada pelo comprador e consolidar sinais de medição para alimentar futuras campanhas.

Jules Minvielle, cofundador e CEO da Olyzon, afirma que o CTV escalou rapidamente, multiplicando pipelines, formatos e sistemas de medição, mas que a camada de decisão não acompanhou esse ritmo de evolução. Na sua perspetiva, os agentes de IA já atingiram um nível de maturidade suficiente para operar num ecossistema tão fragmentado. Para Martin Sorrell, a Olyzon posiciona-se na interseção de duas forças que estão a redefinir a indústria: a revolução da IA agêntica e a consolidação do CTV sobre infraestruturas programáticas. Segundo Sorrell, a plataforma não substitui os DSPs nem os parceiros de medição existentes, mas coordena-os com uma velocidade e precisão que as equipas humanas, por si só, não conseguem alcançar. Sanja Partalo sublinha igualmente que o stack de compra de media em CTV precisava de uma verdadeira camada de inteligência capaz de ligar planeamento, ativação e medição numa única plataforma agêntica. Na sua opinião, a Olyzon combina experiência em trading com uma arquitetura desenvolvida especificamente para preencher essa lacuna.

Entre os clientes mencionados pela empresa encontram-se PepsiCo, Danone, McDonald’s, Nissan, Mastercard e L’Oréal. Com o novo financiamento, a Olyzon prevê reforçar a sua expansão nos Estados Unidos, abrir um escritório em Londres e continuar a desenvolver o produto.

A operação reflete a forma como a IA agêntica começa a ganhar relevância numa das áreas mais complexas da publicidade digital: a tomada de decisão em CTV. Num contexto em que a fragmentação continua a dificultar o planeamento, a ativação e a medição, a Olyzon procura ocupar o espaço entre as plataformas existentes e a inteligência necessária para as coordenar.

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