O LinkedIn reforça a sua aposta no vídeo no marketing B2B
O vídeo está a consolidar-se como uma das ferramentas mais relevantes para o marketing B2B, impulsionado por mudanças nos hábitos de consumo de conteúdos e pela necessidade de construir relações de confiança durante processos de compra cada vez mais longos e complexos.
Segundo explica Davang Shah, vice-presidente de Marketing da LinkedIn, as decisões de compra no universo empresarial tendem a prolongar-se durante cerca de 272 dias e envolvem, em média, 22 pessoas entre responsáveis internos, contactos externos, prescritores e influenciadores. Neste contexto, as marcas precisam de se manter presentes muito antes de existir uma intenção de compra ativa. Shah afirmou, em declarações à VideoWeek, que apenas 5% dos potenciais compradores se encontram em fase de compra num determinado momento, enquanto os restantes 95% exigem ações contínuas de construção de marca e geração de confiança.
A evolução do perfil dos compradores também está a acelerar esta transformação. Atualmente, 71% dos compradores B2B pertencem às gerações Millennial e Z, um target particularmente habituado ao consumo de vídeo em ambiente digital. Para a LinkedIn, esta combinação transforma o vídeo num formato-chave para impulsionar resultados de negócio no contexto profissional.
Por isso, a plataforma tem reforçado nos últimos anos a sua aposta neste formato através de soluções como BrandLink, que permite aos anunciantes inserir campanhas pre-roll junto de conteúdos de criadores e meios especializados. O objetivo passa por aproximar as marcas de conversas profissionais relevantes e de audiências altamente segmentadas.
Entre as características que o LinkedIn identifica nos vídeos com melhor desempenho destacam-se a utilidade do conteúdo, o respaldo de especialistas reconhecidos e a existência de uma opinião clara e fundamentada. A empresa considera que conteúdos que oferecem perspetivas definidas, suportadas por dados e experiência, geram uma ligação mais forte com a audiência profissional.
Outro dos fatores apontados por Shah é que a qualidade da mensagem tem mais peso do que o nível de produção. Os vídeos mais eficazes não são necessariamente os mais sofisticados do ponto de vista técnico, mas sim aqueles capazes de transmitir conhecimento e credibilidade.
O LinkedIn também defende uma estratégia de vídeo presente em todas as fases do funil de conversão. Neste sentido, a empresa destaca o papel da CTV, um ambiente que permite aplicar capacidades avançadas de segmentação a formatos tradicionalmente menos acessíveis para marcas B2B.
Segundo dados partilhados pela plataforma, os anúncios do LinkedIn em CTV revelam-se 1,4 vezes mais eficientes em termos de custo para alcançar audiências B2B do que a televisão linear e são 4,3 vezes mais eficazes a impactar estes perfis quando combinados com as capacidades de segmentação da plataforma.
Olhando para o futuro, a empresa está a concentrar os seus esforços em melhorar a medição de resultados de negócio, expandir as capacidades de segmentação e simplificar os processos de compra publicitária, com o objetivo de demonstrar de forma mais precisa o impacto do vídeo em indicadores como geração de oportunidades, velocidade do pipeline comercial e receitas.

