OpenAI fixou um mínimo de 200 000 dólares para anunciar no ChatGPT
A OpenAI confirmou à Adweek que está a solicitar a um grupo restrito de anunciantes um compromisso mínimo de 200 mil dólares para participar na fase beta do lançamento de publicidade no ChatGPT. Trata-se de um rollout limitado e “estreitamente controlado”, concebido — segundo um porta-voz da empresa — para compreender que tipos de anúncios podem acrescentar valor ao utilizador sem comprometer a experiência. A empresa acrescentou que, à medida que for recolhendo aprendizagens, prevê introduzir novos formatos e modelos de compra, embora sem avançar calendários ou especificações.
Em alguns casos, o acesso inicial está a ser negociado com valores superiores. De acordo com informação divulgada pela Adweek, a Adthena indicou que quatro dos seus clientes foram abordados com propostas de 250 mil dólares. Em paralelo, o mercado interpreta este arranque como uma aposta num inventário premium e altamente controlado, com pricing orientado para CPM. Vários meios avançam que a OpenAI estará a testar níveis de investimento na ordem dos 60 dólares por mil impressões, com um reporting inicial mais limitado do que o dos grandes players — métricas agregadas como visualizações ou cliques, sem sinais aprofundados de conversão.
Este movimento está alinhado com o anúncio público feito pela própria OpenAI a 16 de janeiro de 2026: a empresa não está ainda a lançar publicidade de forma generalizada, mas planeia começar a testá-la “nas próximas semanas” junto de utilizadores adultos com sessão iniciada nos Estados Unidos, nos planos Free e Go. Nesse modelo, os anúncios surgiriam no final das respostas sempre que exista um produto ou serviço patrocinado relevante para a conversa, claramente identificados e separados do conteúdo orgânico, com opções para o utilizador perceber porque está a ver um anúncio ou para o dispensar. A OpenAI indicou também que não exibirá anúncios a menores de 18 anos nem junto de temas sensíveis ou regulados, como saúde, saúde mental ou política.
A médio prazo, a abertura desta nova via de monetização surge num contexto de forte pressão competitiva e financeira no sector da IA generativa. Em paralelo com a expansão comercial, o The Wall Street Journal avançou que a OpenAI estará a preparar planos para uma eventual entrada em bolsa no quarto trimestre de 2026, num cenário de corrida ao acesso aos mercados públicos face a concorrentes como a Anthropic.

